Considere as duas frases abaixo. Elas foram pronunciadas com pouco mais de um mês de intervalo, no início deste ano, por dois dos nomes mais importantes do mundo da tecnologia.
"Em faturamento, a Apple é a maior empresa de mobilidade do mundo."
"O celular vem em primeiro lugar. Eu vejo isso no Google. Nossos melhores programadores querem trabalhar com o mundo da mobilidade."
Queiroz, o homem do android no google: a web móvel vai permitir muitas
inovações que não são possíveis nos pcs que usamos hoje
A primeira declaração foi feita por Steve Jobs, no final de janeiro, quando ele apresentou ao mundo o iPad, computador em forma de prancheta que será vendido a partir deste mês. A segunda foi proferida por Eric Schmidt, presidente do Google, no maior evento anual da indústria da telefonia móvel. Ambas têm um quê de arrogância, como não poderia deixar de ser. Delinear grandes visões de futuro, criar expectativas, bater no peito, fazer barulho, enfim, é parte integral do trabalho dos presidentes de empresas de tecnologia, especialmente quando se está falando dos dois maiores ícones digitais dos dias de hoje. Mas quem acompanha de perto os movimentos da indústria consegue ler muito mais nessas duas frases. Elas são amostras claras de um confronto latente, uma guerra não declarada entre duas empresas que já tiveram um inimigo comum, a Microsoft, mas que cada vez mais apontam as armas uma para a outra. Apple e Google estão na disputa pelo domínio da computação móvel.
Em jogo estão o futuro dos telefones celulares, das operadoras móveis, dos computadores e o próprio futuro da internet. A revolução que acontece no mundo da computação de bolso, por falta de uma expressão mais precisa, só tem paralelo no surgimento dos primeiros PCs, mais de três décadas atrás. Até a criação do Apple II, a tecnologia digital era dominada pela IBM. Computadores eram máquinas caríssimas, operadas por especialistas e restritas às grandes empresas e a algumas universidades. O Apple II foi o primeiro computador acessível. A empresa do então garotão Jobs jogou uma chave nas engrenagens da nascente indústria digital e inaugurou a era do computador pessoal. Mas foi outro garotão, Bill Gates, quem tomou a decisão que levaria um PC a cada mesa. Enquanto a Apple se preocupava em montar seus equipamentos e controlar os programas que o empurravam, Gates decidiu concentrar-se no software. A Microsoft resolveu licenciar o sistema DOS, embrião do Windows, para qualquer fabricante de computadores. A história, como se sabe, tratou de cuidar do resto: hoje, nove entre dez dos mais de 1,2 bilhão de computadores em uso no mundo rodam o Windows.
Esses computadores já foram ultrapassados pelo número de celulares em uso no mundo, e faz tempo. Em dois anos, serão vendidos mais smartphones do que PCs. Só que a imensa maioria dos 4,6 bilhões de aparelhos espalhados pelo mundo ainda é essencialmente um simples telefone. Funciona muito bem para falar e trocar mensagens, e para perder alguns minutos com um joguinho simplório. Eles provavelmente são de empresas como a finlandesa Nokia, a coreana Samsung, a americana Motorola e a canadense Research in Motion, fabricante do onipresente BlackBerry. Em volume total de vendas, as três ainda mantêm uma frente confortável em relação a Apple e Google (que não fabrica seus aparelhos). Mas os dois gigantes já sabem que a guerra se desenha na novíssima geração de smartphones, que talvez sejam mais bem definidos como telefones de aplicativos, ou superphones. Quando mostrou ao mundo pela primeira vez o iPhone, três anos atrás, Jobs deixou todos embevecidos com a tela reluzente, o sistema de controle com os dedos e o design elegante do aparelho. Mas a brincadeira começou para valer um ano e meio depois, quando a Apple permitiu que desenvolvedores de software externos também pudessem criar programas para o iPhone.
O que se viu na sequência foi uma avalanche de interesse dos desenvolvedores em criar programas para o iPhone. A base instalada ainda era pequena naquela época, e o sistema criado pela Apple para a distribuição dos programas era - e continua sendo - hermeticamente fechado (mais sobre ele em instantes). Mas as possibilidades técnicas do aparelho não deixavam dúvidas: depois de anos de espera, os celulares finalmente mereciam ser chamados de computadores de mão. Foi mais ou menos nessa época que o Google, vendo um negócio bilionário se descortinar diante de seus olhos, anunciou sua iniciativa concorrente, o sistema operacional Android. Naqueles dias, Eric Schmidt ainda fazia parte do conselho de administração da Apple (ele deixou o posto em agosto passado). As duas empresas se desfaziam em elogios públicos e tinham algumas parcerias de negócios importantes no próprio iPhone, que até hoje vem com os mapas do Google e os vídeos do YouTube pré-carregados. Mas estava claro que dali em diante os caminhos desses dois luminares do mundo digital estariam inevitavelmente separados.
E COMO. AS DUAS EMPRESAS, que durante tanto tempo andaram juntas na oposição ao domínio da Microsoft nos PCs, têm visões radicalmente diferentes do que será o mundo da computação móvel. Mas, paradoxalmente, ambas nutrem secretamente o desejo de repetir, no mundo dos smartphones, o sucesso do Windows nos computadores tradicionais. Quem conseguir se transformar no sistema dominante do mundo móvel terá uma recompensa cujo tamanho ainda ninguém é capaz de estimar - mas se sabe que é enorme. "A internet móvel é grande. Maior do que se pensa", disse num evento no fim do ano passado Mary Meeker, analista do banco Morgan Stanley que ficou famosa por ser uma das primeiras pessoas a chamar a atenção dos investidores para o potencial transformador da internet, dez anos atrás. "O mundo da mobilidade será o próximo grande ciclo da computação." E a mudança está acontecendo muito mais rapidamente do que se possa imaginar. Nos primeiros dois anos, o iPhone e o iPod Touch (que usa o mesmo sistema e também pode baixar programas) já contavam com 57 milhões de usuários. Compare com dois dos maiores fenômenos da internet tradicional: no mesmo período, a America Online havia conquistado apenas 7 milhões de usuários, e o navegador Netscape, 11 milhões.
A Apple não faz segredo: mais do que um mero aparelho, o iPhone é uma plataforma de software. Sua intenção é que, sobre essa plataforma, dezenas de milhares de programadores criem software. Muito software. De acordo com a última estatística divulgada pela empresa, há mais de 140 000 aplicativos para o iPhone, e o número de downloads da App Store, a loja virtual onde são distribuídos os programas, passa de 3 bilhões. Eles vão de jogos simples a aplicações como o sistema de pagamentos Square, desenvolvido por Jack Dorsey, cofundador do Twitter: com um pequeno dispositivo acoplado ao telefone, o iPhone se transforma num equipamento de ponto de venda. Quanto mais programas houver para o iPhone, mais valor o aparelho terá para o usuário. Mais pessoas vão comprá-lo, o que vai atrair ainda mais programadores, e assim por diante. Manter o vigor desse ecossistema, que também inclui o iPod Touch e a partir deste mês vai contar com o iPad, é o ponto central da estratégia da Apple. E aí reside uma das diferenças fundamentais das abordagens da Apple e do Google. No sistema desenhado por Steve Jobs, tudo passa por um estrito sistema de controle. Ninguém consegue criar e distribuir programas de iPhone por conta própria. É necessário estar registrado na Apple. Para chegar aos usuários, também é necessário passar pela App Store e por seu inflexível processo de seleção. A empresa Bitix, criada dentro da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, levou cinco meses para conseguir sua inscrição. "A burocracia para o desenvolvedor ver seu programa aprovado é imensa", diz Ricardo Longo, diretor da Fingertips, empresa de São Paulo especializada na criação de software para celulares que tem entre seus clientes Bradesco, Itaú, Honda e Schincariol. "O processo é pouco transparente e gera muito retrabalho de nossa parte. Mas talvez essa rigidez ajude a explicar o sucesso da App Store."
Ajuda a explicar, sem dúvida, e ainda garante que qualquer programa que seja baixado no celular não contenha ví rus ou códigos maliciosos que possam roubar informações ou até mesmo inutilizar o aparelho. Mas essa política de con trole vai de encontro ao ambiente de liberdade que prevalece na web - e também indica o poder que a empresa tem de sufocar a concorrência. Há muitos casos rumorosos de aplicativos barrados na App Store. Dois deles, em especial, chamam a atenção. O primeiro ocorreu em meados de 2009. A Apple rejeitou um aplicativo de telefonia criado pelo Google. Um dos motivos óbvios para a censura foi o acordo comercial que a Apple mantém com a AT&T nos Estados Unidos: o programa do Google representaria uma avenida para que os usuários driblassem a operadora e fizessem chamadas gratuitas. Mas há outros pro gramas que fazem o mes mo, como o popular Skype. A razão, portanto, seria simplesmente dar um chega para lá no Google. No fim de fevereiro, outra decisão da empresa causou surpresa. Do dia para a noite, a Apple retirou de sua loja centenas de aplicativos que continham fotos sensuais (mas não explícitas). Segundo a explicação oficial, o motivo foi a proliferação de conteúdo inadequado. Mas os críticos logo apontaram que programas semelhantes, de revistas como Playboy e a edição de garotas de biquíni da Sports Illustrated, continuavam no ar. Dois pesos e duas medidas? Sem dúvida. E nunca é demais lembrar que todo iPhone tem um navegador de internet: um mundo de pornografia está a apenas um toque de distância.
A PERGUNTA QUE IMPORTA, porém, é outra: o modelo fechado da Apple pode colocar em risco a liberdade com que nos acostumamos na web? Para Jonathan Zittrain, professor da faculdade de direito da Universidade Harvard e fundador do centro de estudos Berkman, a resposta é sim. "Um programa foi recusado pela App Store porque concorria com o programa Mail, da própria Apple. Imagine se Bill Gates tivesse decretado que nenhum processador de texto além do Word, da Microsoft, pudesse funcionar no sistema operacional Windows", escreveu Zittrain num artigo recente. "A Microsoft foi derrotada num processo relativo a competição por bem menos que isso." Para Zittrain, os mecanismos de controle impostos pela Apple, que vão se estender para o iPad e quem sabe para outros aparelhos no futuro, vão no sentido oposto ao da liberdade que fez da computação pessoal um elemento transformador - e que começou justamente com o lançamento do Apple II, a primeira criação de Steve Jobs.
No campo Google, a orientação é a oposta. A empresa não produz os próprios aparelhos, somente o sistema operacional Android. O software é baseado no sistema Linux e pode ser usado por qualquer fabricante e qualquer operadora celular, com as modificações que forem necessárias. Para o desenvolvimento de aplicativos, valem as mesmas regras: qualquer pessoa ou empresa pode criar programas para os celulares Android e colocá-los para download na central de distribuição de software App Market. "O controle de qualidade é feito pelos próprios usuários", disse a Exame o brasileiro Mario Queiroz, vice-presidente de desenvolvimento de produtos do Google e um dos responsáveis pela estratégia da empresa no mundo móvel. Apesar da política de abertura, a plataforma Android não chega perto da força mostrada pela Apple. São 25 000 aplicativos, ante os mais de 140 000 disponíveis para o iPhone.
A LIBERDADE EXCESSIVA concedida aos fabricantes é apontada por especialistas como um problema. Os desenvolvedores do ecossistema Apple têm de escrever os programas apenas uma vez; na plataforma do Google, há algumas versões diferentes de Android no mercado, e o esforço seria maior. Mas a política de abertura é um pilar da empresa, segundo Queiroz. "Hoje temos mais de 60 parceiros. Vamos continuar distribuindo nosso software livremente. Acreditamos que o consumidor queira uma grande variedade de aparelhos." Queiroz pode dizer acreditar nisso, mas o fato é que, desde o anúncio do iPhone, o software tem ganhado precedência sobre o formato dos aparelhos - e os designs têm sido cada vez mais parecidos com o modelo da Apple. O próprio Google anunciou em janeiro o Nexus One, aparelho que leva sua marca, criado em colaboração com a HTC, de Taiwan. No anúncio Queiroz chamou o Nexus One de superphone. "Estamos falando de um telefone que tem as especificações de um laptop de três ou quatro anos atrás", afirma Queiroz (veja entrevista acima). Mas os observadores viram na iniciativa uma maneira arriscada de fazer o Android pegar no tranco. Ao colaborar estreitamente com uma empresa de hardware, o que dirão as outras? Estaria o Google concorrendo com seus parceiros? Queiroz afirma que não: "Vamos fazer o mesmo com mais fabricantes".
E o que se passa nas outras empresas que também competem no mundo da computação móvel? Até agora, houve muitas declarações de intenções, mas poucos resultados concretos. A Nokia ainda é a maior vendedora de celulares do mundo, mas sua participação no segmento mais nobre do mercado vem caindo constantemente. Seu sistema operacional, o Symbian, não tem demonstrado a atratividade dos novos concorrentes na área de mobilidade. "A Ovi Store ainda tenta encontrar seu caminho", diz Carolina Milanesi, diretora de pesquisas da área de mobilidade da consultoria Gartner, sobre a central de aplicativos da empresa finlandesa. A Nokia ainda vende mais smartphones que a Apple e fatura 57 bilhões de dólares, ante 37 bilhões da rival - mas seu valor de mercado é apenas um quarto do da empresa do Vale do Silício. Quem finalmente decidiu recomeçar do zero foi a Microsoft. Depois de anos às voltas com um sistema operacional inspirado no Windows - ou uma versão reduzida e piorada, como reclamavam muitos -, a empresa anunciou no mês passado uma versão inteiramente reformulada de seu software para celulares. Batizado de Windows Phone, o sistema foi elogiado pelos poucos que já puderam manuseá-lo. Mas os primeiros aparelhos só chegam ao mercado no final do ano, e só o teste dos consumidores dirá se a Microsoft terá alguma relevância nesse novo mundo da computação. No mundo da tecnologia, guerras entre empresas são periódicas. Algumas terminam com um novo equilíbrio de forças. Desta vez, as armas são pesadas, e os exércitos, poderosos: vítimas devem ficar pelo caminho.
"Estamos entrando na era dos superphones"
O futuro está na web móvel, diz o brasileiro que comanda o desenvolvimento do Android
Está sob a responsabilidade do brasileiro Mário Queiroz, de 44 anos, a iniciativa do Google no mundo da computação móvel. Nascido no Paraná e criado em São Paulo, Queiroz deixou o país há mais de 20 anos. Formou-se em engenharia na prestigiada Universidade Stanford, trabalhou 16 anos na HP e está desde 2005 no Google. Começou cuidando da infraestrutura de tecnologia e depois, em Londres, criou os escritórios de desenvolvimento fora dos Estados Unidos. Desde o meio do ano passado, Queiroz toca a equipe que cuida do sistema Android. Da sede do Google, em Mountain View, ele conversou com EXAME por videoconferência. Leia a seguir alguns dos principais trechos da entrevista.
A revolução que acontece agora no mundo da computação móvel é comparável ao que ocorreu na indústria do PC três décadas atrás?
A indústria da tecnologia sempre se rearranja. Algumas empresas estão nesses mercados há muito tempo e conseguem acompanhar as mudanças. Outras, não. Mas eu diria que a web móvel é um fenômeno muito importante, e não é simplesmente o acesso à internet com um novo aparelho. Ela é diferente da web que conhecemos no PC. Como essa web móvel é diferente? Ela é acessada por aparelhos muito mais pessoais e com novidades. Esses aparelhos têm recursos que permitem fazer coisas novas. Eles têm acelerômetro, GPS e assim por diante. Além disso, as novas plataformas facilitam o desenvolvimento de programas, o que abre o mercado para centenas de milhares de empresas e desenvolvedores individuais.
O Google está no negócio de software, mas lançou um aparelho de marca própria, desenhado em conjunto com um fabricante. Por quê?
Nossa intenção sempre foi oferecer um sistema operacional moderno, de alta performance e que tenha como pilar a conexão com a internet. O sistema Android é oferecido de graça a qualquer operadora ou fabricante, com o modelo de soft ware livre. Hoje temos mais de 20 modelos de celular, com 59 operadoras em 48 países e 19 idiomas. Com o Nexus One, queríamos criar um aparelho exemplar, que explorasse todas as capacidades de nosso sistema operacional e que pudesse servir de benchmark.
No lançamento falou-se que o Nexus One é um superphone. Por quê?
Smartphone é um termo que existe há uns dez, 12 anos. Agora estamos falando de uma categoria nova. Temos um processador muito veloz, um navegador moderno, uma plataforma de aplicativos de enorme potencial, estamos falando de um computador equivalente a seu laptop de três ou quatro anos atrás. E isso vale para outros aparelhos também. Não é mais um smartphone, acho que é algo mais que isso.
O que esperar de um aparelho de bolso em cinco anos?
A única certeza que eu tenho é que qualquer previsão vai estar errada (risos). Acredito que o formato possa mudar bastante até lá. Mas algo é certo: a web vai ser cada vez mais importante. Se eu perder meu Nexus One hoje, posso comprar outro e recuperar praticamente tudo o que tinha no aparelho perdido. Esse tipo de serviço, de informações guardadas na nuvem da web, vai ser cada vez mais importante. A nuvem é a web, então eu diria que a plataforma desses aparelhos também será a web. Veremos muitas inovações no hardware, é claro, mas a grande oportunidade será na relação dos aparelhos com essa nuvem.
O negócio do Google é a web no PC. É lá que estão os anúncios e as receitas da empresa. No mundo móvel, há uma tendência de que sites de internet virem aplicativos. Esses pequenos programas vão roubar a audiência da web tradicional? Terão impacto no negócio do Google?
É claro que o usuário decide como vai consumir suas informações, seja num navegador, seja num programa. Nós acreditamos que muitos sites serão adaptados para a web móvel e, portanto, poderão sim carregar publicidade. Mas acreditamos que há uma oportunidade enorme no mundo de aplicativos. Temos um produto que insere publicidade nos programas para celulares, e também compramos uma empresa especializada em publicidade móvel, a AdMob. É uma questão de inovação. Não queremos restringir o comportamento do usuário. A ideia é acompanhá-lo onde ele estiver.
Duas empresas, duas visões
Apple e Google são hoje as empresas mais influentes no nascente mundo da computação móvel - e suas estratégias não poderiam ser mais diferentes
O MODELO GOOGLE
- O sistema Android é aberto: pode ser usado por qualquer fabricante de aparelhos e por qualquer operadora
- O Google exerce o papel de coordenação central do sistema Android, mas o código circula livremente pela internet
- O software é livre, ou seja, os fabricantes podem fazer as alterações que desejarem no sistema Android
- Qualquer desenvolvedor pode criar programas para os celulares Android e oferecêlos na loja de aplicativos
- Os programas criados por terceiros não passam por aprovação prévia nem têm de pagar pelo serviço de distribuição
- A integração com serviços como Gmail, busca e Google Maps é completa
O MODELO APPLE
- O sistema operacional foi desenvolvido pela Apple e é propriedade da empresa
- A Apple não licencia o sistema do iPhone para terceiros nem abre mão do design de seus aparelhos
- O software funciona apenas nos aparelhos da empresa: iPhone, iPod Touch e iPad
- Os desenvolvedores têm de se cadastrar na empresa e pagar uma taxa para obter as ferramentas de criação de aplicativos
- Os programas desses desenvolvedores têm de ser aprovados, e a empresa cobra pelo serviço de distribuição da App Store
- O iPhone é integrado ao programa iTunes e às lojas iTunes (de conteúdo) e App Store (de programas)